O que é
O siso é o terceiro molar, o dente mais ao fundo de cada lado da boca, que costuma nascer entre o fim da adolescência e a idade adulta jovem. Há pessoas que têm os quatro, outras que têm menos e outras que não chegam a ter nenhum. A extração do siso é a cirurgia ou o procedimento que remove esse dente quando há motivo clínico para isso.
Um siso pode estar erupcionado, isto é, visível na boca, parcialmente coberto por gengiva ou incluso, quando fica dentro do osso ou da gengiva e não aparece. Dentes inclusos podem estar deitados, inclinados ou em posições que dificultam a remoção, e é por isso que o grau de complexidade varia tanto.
Tirar o siso não é uma regra para todo mundo. Em muitos casos o profissional apenas observa o dente, com radiografias periódicas, e a decisão de remover só aparece quando surge um motivo.
Quando costuma ser indicado
A remoção costuma ser considerada nestas situações:
- infecção ou inflamação repetida na gengiva que cobre parte do dente, chamada pericoronarite;
- cárie no siso ou no dente vizinho, em local difícil de limpar;
- dano à raiz ou ao osso do segundo molar, visto no exame;
- cisto ou outra alteração ao redor do dente incluso;
- falta de espaço, com dente impactado que não consegue nascer;
- planejamento de ortodontia, prótese ou cirurgia em que o siso atrapalha;
- dente sem função, sem dente oposto, que cresce para a gengiva e machuca.
Há também situações em que a remoção é discutida com mais cautela, como em pessoas com doenças gerais, uso de certos medicamentos ou em idade mais avançada, quando os riscos mudam. O profissional compara riscos e benefícios, e o posicionamento do dente em relação a nervos e seios da face pesa na decisão.
Dor ou inchaço na região do fundo da boca pode ter várias causas. Em caso de inchaço intenso, febre ou dificuldade de abrir a boca ou de engolir, veja inchaço e abscesso.
Como costuma ser a sequência de sessões
- Consulta de avaliação. Exame da boca e radiografia panorâmica, e em casos específicos tomografia, para ver a posição do dente e a relação com nervo e seio da face.
- Planejamento. O profissional explica o que será feito, o tipo de anestesia (em geral local, com ou sem sedação) e se convém remover um dente por vez ou mais de um na mesma sessão.
- Cirurgia. Em casos de dente incluso, a gengiva é aberta, parte do osso pode ser removida e o dente pode ser dividido em partes para sair. Depois, a região é limpa e a gengiva é suturada.
- Orientações por escrito. Alimentação, higiene da região, repouso, sinais de alerta e como entrar em contato.
- Retorno. Em geral, uma consulta alguns dias depois para avaliar a cicatrização e retirar pontos, se necessário.
A cirurgia pode ser feita em consultório ou, em casos de maior risco, em ambiente hospitalar. A página de cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial explica quando isso costuma entrar na conversa.
O que o orçamento precisa detalhar
O orçamento deve dizer quantos dentes serão removidos e em que posição estão, qual é o tipo de anestesia ou sedação, se a sedação envolve outro profissional e se ele é cobrado à parte, e se exames de imagem estão incluídos. Também deve informar quantas consultas de retorno entram no combinado, o que acontece em caso de complicação e se a cirurgia será feita em consultório ou em outro ambiente.
Dentes inclusos com maior complexidade exigem mais tempo e técnica, e isso costuma estar entre os fatores que fazem o orçamento variar. Este site não publica valores; a página o que forma o custo de um tratamento explica os fatores, e o motivo da ausência de números está em por que este site não tem preço.
O que perguntar na consulta
Sem campo de valor, de propósito: a lista confere o que está descrito, não quanto custa.
Com que especialidade costuma ser feito
A extração de dentes inclusos é, em geral, campo da cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial, e a Resolução CFO-161/2015 lista essa área entre as especialidades em que o registro e a inscrição podem ser feitos. Cirurgiões-dentistas clínicos gerais também extraem sisos, sobretudo os erupcionados e de menor complexidade, e casos mais complexos costumam ser encaminhados.
Para entender o que cada título significa e como checá-lo no conselho, veja o que significa ser especialista. Quem busca atendimento no serviço público pode consultar a rede local em dentista pelo SUS.
Cuidado depois
O profissional entrega as orientações do pós-operatório, e elas valem mais do que qualquer texto genérico. De modo geral, descrevem-se como pontos de atenção a alimentação nos primeiros dias, o cuidado com o coágulo que se forma no local, a higiene da região sem atrito, a restrição de esforço físico e de fumo, e a compressa fria nas primeiras horas, quando o profissional indicar.
Dor que aumenta em vez de diminuir depois dos primeiros dias, febre, sangramento que não para, dormência que persiste e mau gosto ou secreção na região são sinais para entrar em contato com o consultório. Em caso de dúvida sobre medicação, a orientação é a do profissional que fez a cirurgia.
Se houver necessidade de outros cuidados na região, como a gengiva ao redor dos dentes vizinhos, ou de restauração no segundo molar, o profissional informa no retorno.