Patologia Oral e Maxilo Facial é a especialidade que descobre, no laboratório, o que uma alteração da boca ou da face realmente é. O dentista ou o estomatologista examina o paciente e retira, quando necessário, um pequeno fragmento do tecido; o patologista analisa esse material ao microscópio e emite o laudo. Por isso, é uma especialidade que o paciente em geral conhece por meio do resultado, e não por uma consulta. Ela consta da Consolidação das Normas do CFO, ainda com o nome antigo, e da lista de 22 da Resolução CFO-161/2015, hoje parte das 25 reconhecidas.
O que a Patologia Oral e Maxilo Facial trata
A Consolidação (Resolução CFO-63/2005) trazia o nome Patologia Bucal e definia a especialidade como a que tem como objetivo o estudo dos aspectos histopatológicos das alterações do complexo buco-maxilo-facial e estruturas anexas, visando ao diagnóstico final e ao prognóstico dessas alterações, por meio de recursos técnicos e laboratoriais. "Histopatológico" quer dizer relativo à análise dos tecidos ao microscópio. O texto acrescenta que, para o exercício pleno da atividade, o especialista deve se valer de dados clínicos e de exames complementares. Na prática, o laudo depende das informações enviadas por quem fez a coleta.
A Resolução CFO-161/2015, em seu artigo 2º, mudou a nomenclatura de Patologia Bucal para Patologia Oral e Maxilo Facial. É esse o nome que consta no cadastro dos conselhos. As áreas de competência incluem a execução de exames laboratoriais microscópicos, bioquímicos e outros, a interpretação dos resultados e a requisição de exames complementares como meio auxiliar no diagnóstico de patologias do complexo buco-maxilo-facial e estruturas anexas.
Quais queixas costumam chegar na Patologia Oral e Maxilo Facial
Quem chega à Patologia Oral e Maxilo Facial é o material, não o paciente. Mesmo assim, é útil saber em que situações isso acontece. O material costuma ser enviado ao laboratório de patologia em casos como:
- biópsia de uma ferida na boca que não cicatriza;
- retirada de um caroço, cisto ou nódulo na boca, nos maxilares ou nas glândulas salivares;
- análise de manchas ou placas na mucosa;
- peça removida em uma cirurgia de dente incluso quando há tecido associado;
- lesões ósseas vistas em exames de imagem;
- acompanhamento de lesões já conhecidas.
A coleta, a decisão de enviar e a interpretação clínica são do profissional que atende o paciente. O laudo do patologista é uma peça de um diagnóstico que considera exame clínico, imagem e história. Este site não interpreta resultados nem indica conduta. Um laudo costuma ser explicado pelo profissional que solicitou o exame, e dúvidas sobre ele devem ser levadas a esse profissional.
O que o título registrado significa
Especialista em Patologia Oral e Maxilo Facial é o cirurgião-dentista com a especialidade registrada no Conselho Regional de Odontologia (CRO). O curso de especialização precisa ter ao menos 500 horas aluno, o piso das especialidades de menor carga horária mínima no artigo 164 da Consolidação, conforme a Resolução CFO-161/2015. Esse é um mínimo formal e depende da instituição que oferece o curso.
O Código de Ética Odontológica veda intitular-se especialista sem inscrição da especialidade no Conselho Regional. Em um laboratório, isso se traduz em algo simples de verificar: o laudo traz o nome e o número de inscrição de quem o assina. Esta página trata apenas do título odontológico.
Como a área trabalha com o diagnóstico final, ela se articula com a Estomatologia, que examina o paciente, e com a Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais, que remove lesões. Para entender o termo "especialista" no site, leia o que significa ser especialista.
Como conferir o título no CRO
O cadastro público do Conselho Regional do estado em que o profissional está inscrito mostra, em geral, nome, número de inscrição, situação e especialidades registradas. Procure Patologia Oral e Maxilo Facial (o nome antigo, Patologia Bucal, pode aparecer em registros mais antigos). Se constar, o título está registrado. Se não constar, o profissional pode ter outra especialidade ou ser clínico geral, e isso não indica irregularidade.
O passo a passo está em como conferir o CRO de um dentista. O site não afirma que alguma clínica ou profissional esteja irregular.
Com que procedimentos a Patologia Oral se relaciona
A especialidade se relaciona com procedimentos cirúrgicos que geram material para análise. No site, o mais próximo é a extração de siso, quando há tecido associado ao dente incluso que o cirurgião decide enviar para exame, e o tratamento de gengiva, nos casos em que a gengiva é alvo de biópsia. O enxerto ósseo e outras cirurgias orais também podem gerar material.
No serviço público, o diagnóstico bucal com ênfase na detecção do câncer bucal é parte do que os Centros de Especialidades Odontológicas ofertam; veja Centros de Especialidades Odontológicas e o que o CEO oferece. O laboratório de patologia, nesses casos, é parte da rede de apoio diagnóstico.
Onde encontrar clínicas com a especialidade
A lista de clínicas permite navegar por estado e cidade. Como a especialidade atua sobretudo em laboratório, é possível que poucas clínicas a declarem; quando houver na cidade, a relação aparece logo abaixo desta página. A declaração é da clínica e o site não a verifica; o título se confere no CRO. O site não agenda e não publica valores.